No passado fim-de-semana decorreu em Elvas, distrito de Portalegre, um
encontro transfronteiriço sobre “Poder Local e a Crise”. A sessão contou
com a presença da deputada bloquista Helena Pinto, da eurodeputada
Marisa Matias, do secretário-geral do PSOE de Cáceres, Miguel Morales,
de Rosario Cordero, Alcadesa de Romangordo e de Manuel Aparício,
dirigente da Izquierda Unida de Badajoz.
Francisco Castelo, membro do Núcleo do Bloco de Elvas e Campo Maior,
apresentou os linhas gerais das candidaturas bloquistas às respetivas
autarquias e apelou a uma maior colaboração transfronteiriça entre os
poderes locais dos concelhos raianos.
A deputada bloquista Helena Pinto apresentou o panorama nacional do
poder local, após a aprovação de importantes leis que mudarão
profundamente o funcionamento das autarquias locais. Leis propostas pelo
Governo, ainda sob a tutela do ex-ministro Miguel Relvas, que mereceram
fortes críticas das associações de autarcas - ANMP e ANAFRE. Os cortes
no financiamento às autarquias, num momento em que a crise exige delas
uma maior intervenção no apoio social, a extinção de mais de 1000
freguesias contra a vontade das populações e a limitação da democracia
local, são as marcas da política do Governo.
A deputada congratulou-se com o facto do Presidente da República ter
enviado para o Tribunal Constitucional, para fiscalização prévia da
constitucionalidade, a lei que cria as Comunidades Intermunicipais
(CIM), o que na prática significa a constituição de novos órgãos não
eleitos, que retiram várias competências aos municípios.
Miguel Ángel Morales, secretário geral do PSOE de Cáceres, fez
referência aos falhanços da governação do PSOE, reconhecendo os erros
que foram cometidos e dos perigos de a direita tirar vantagem com a
falta de estratégia e unidade da esquerda.
Manuel Sosa Aparício, dirigente da Izquierda Unida de Badajoz, recordou
anteriores intervenções suas em ações do Bloco, sublinhando o papel das
regiões autónomas e a semelhança quanto à descriminação no interior do
país. Afirmou ainda que a solução passa por uma união e luta da esquerda
à escala europeia para se ultrapassar a atual crise, que afeta
duramente países como Portugal e Espanha.
Rosario Cordero Martin, Alcadesa de Romangordo, apresentou a sua
experiência à frente dos destinos de uma pequena localidade, onde a
preocupação com o aumento da natalidade, o apoio social e a manutenção
dos serviços públicos, fez da povoação de Romangordo uma referência de
bem estar social. Salientou ainda que este tipo de políticas só são
possíveis com políticas de proximidade com a população local, praticando
mecanismos genuínos de orçamento participativo.
A eurodeputada do Bloco Marisa Matias fez um resumo das políticas
europeias e dos cortes de Bruxelas nos fundos de coesão e regionais, que
afetam diretamente as autarquias. É contra este ataque às populações,
defendeu, que é importante a aproximação entre os planos local, nacional
e europeu. Elogiou a iniciativa porque considera ser com estas ações
que se pode aproximar os povos europeus numa estratégia comum como
também defendeu Manuel S. Aparício.
Todos desejamos poder ter um Campo Maior que não pertença a ninguém e que seja de todos e para todos os que vivemos aqui. Faz falta uma mudança e essa mudança pertence a pessoas capazes de poder dar e fazer coisas. Hoje temos políticos que não defendem os valores e que se agarram apenas ao poder por ambição e corrupção. Unindo-te ao Bloque de Esquerda estas a lutar por um futuro para que o amanhã não volte ao que hoje é presente.
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o Núcleo de Campo Maior também esteve lá nesse encontro, gostamos muito de ouvir os aradores, nessa matéria. só com uma Alternativa da esquerda na Europa podemos sair da crise onde todos nos estamos a sofrer,sem termos culpa de nada foi um grande capital que nos fez chegar a este beco sem saída, por favor não se deixem enganar com estas palavras de Homatófagos
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